O futuro do varejo de moda pós-pandemia do Corona vírus

Antecipar o futuro é se preparar. Mas diante de um fato inédito pra todos os seres humanos vivos e de amplitude mundial, as previsões ficam mais difíceis. Tenho lido muitos estudos sobre o que pode acontecer e, em sua maioria, trazem tendências contraditórias – o que não significam que não possam coexistir.

A primeira delas: compre do local. Já está acontecendo a valorização do pequeno, não apenas na moda. O fato é que saber de quem se compra, valorizar pequenos empresários, faz o seu dinheiro ser investido – e as opções tendem a ser mais autorais. Acontece que pagar um aluguel no Brasil, adotar práticas sustentáveis, ter costureiras formais, tem um preço – muito maior do que os que vem da China, Bangladesh e afins. Se por um lado existe uma consciência crescente de comprar do local, por outro, a crise financeira trazida pela pandemia traz também a busca por menores preços, o que é bem mais possível quando o processo de produção não é tão idôneo.

Também se fala em um declínio do consumo de bens não prioritários como roupas, já que as pessoas enfrentaram reduções de salário e demissões. Por outro lado, na China aconteceu o revenge buying, termo que se refere a um pico de consumo assim que as lojas voltaram a abrir. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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